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Enviada por Administrador em 1/4/2012
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Período colonial

A baía à margem da qual a cidade se organizou - Baía de Guanabara -, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1° de janeiro de 1502. Erroneamente afirma-se que o nome da cidade - Rio de Janeiro - foi escolhido porque os portugueses acreditavam que a Baía de Guanabara era a foz de um rio. Na verdade, na época não havia qualquer distinção de nomenclatura entre rios, sacos e baías, motivo pelo qual foi o corpo d'água corretamente designado como rio. Os franceses se estabeleceram na zona em 1555 e foram expulsos pelos portugueses em 1567.



A cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi fundada por Estácio de Sá, que desembarcou num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar, subjugando franceses calvinistas da Bretanha e da Normandia, os quais, aliados a grupos indígenas hostis, alimentavam o projeto de Nicolas Durand de Villegagnon de estabelecer no Brasil uma colônia francesa chamada França Antártica. A idéia aprovada pelo almirante Gaspar de Coligny e apoiada pelo rei de França, Henrique II, ameaçava, 63 anos depois, a grande conquista portuguesa.

Baía de Guanabara 1555 (França Antártica)
A vitória de Estácio de Sá foi o ato histórico criador da Cidade, quando os portugueses garantiram, em 1° de março de 1565, a posse do Rio de Janeiro, rechaçando a partir daí novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, o seu domínio sobre as ilhas e o continente. Construiu na entrada da baía, em uma praia protegida pelo morro do Pão de Açúcar, uma fortificação composta por simples casinhas feitas de troncos de madeira e barro, que foi mais tarde destruída para um novo povoamento no entorno do morro do Castelo (demolido em 1922), onde atualmente se localiza a região central da cidade. O novo povoado marca, de fato, o começo da expansão urbana.

Durante quase todo o século XVII a cidade teve um desenvolvimento lento. Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais, nascendo a partir delas as principais ruas do atual Centro. Com cerca de trinta mil habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial.

Essa importância tornou-se ainda maior com a exploração de jazidas de ouro em Minas Gerais, no século XVIII, pois sua proximidade levou a consolidação da cidade como um importante centro portuário e econômico. Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colônia para o Rio de Janeiro, sendo que Salvador até esta data ocupava esta condição.

A cidade do Rio de Janeiro foi a capital do Brasil de 1763 a 1960, quando o governo foi transferido para Brasília, mas se mantém a segunda maior cidade do país, depois de São Paulo. Entre 1808 e 1815 foi a capital do Reino de Portugal e dos Algarves, como era oficialmente designado Portugal na época. Entre 1815 e abril de 1821, foi a capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves após a elevação do Brasil a parte integrante do Reino Unido. É a única cidade do mundo que sediou um império europeu fora da Europa.

Período imperial

Após a independência, a cidade tornou-se a capital do Império do Brasil, enquanto a província enriquece com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Para separar a província e a capital do Império, a cidade converte-se, em 1834, em Município Neutro e a província do Rio de Janeiro passa a ter como capital Niterói.

Como centro político do país, o Rio de Janeiro concentrava a vida político-partidária do Império e, na metade final do século XIX, os movimentos abolicionista e republicano. Durante a República Velha, com a decadência de suas áreas cafeeiras, o estado perde a força política para São Paulo e Minas Gerais.

Período republicano

Com a proclamação da República, nas últimas décadas do século XIX e início do XX,o Rio de Janeiro enfrentava graves problemas sociais de seu crescimento rápido e desordenado. Com o declínio do trabalho escravo, a cidade passara a receber grandes contingentes de imigrantes europeus e de ex-escravos, atraídos pelas oportunidades que ali se abriam ao trabalho assalariado. Entre 1872 e 1890, sua população duplicou, passando de 274 mil para 522 mil habitantes.

O aumento da pobreza agravou a crise habitacional, traço constante da vida urbana no Rio desde meados do século XIX. O epicentro dessa crise era ainda, e cada vez mais, o miolo do Rio de Janeiro – a Cidade Velha e suas adjacências –, onde se multiplicavam as habitações coletivas e onde eclodiam as violentas epidemias de febre amarela, varíola, cólera que conferiam à cidade fama internacional de porto sujo.

Muitas campanhas de erradicação dessas doenças, feitas pelos governos na época, não foram bem recebidas pela população carioca. Houve várias revoltas populares, entre elas a Revolta da Vacina em 1904, além das reformas urbanas do Centro, executadas pelo engenheiro Pereira Passos, no qual demoliu cortiços e deslocou sua população pobre que habitavam a região central para as encostas de morros, na zona portuária e no bairro do Caju, como os morros da Saúde e da Providência, que cresceram de maneira muito desordenada. Isso fez iniciar o processo de favelização, ainda não muito preocupante na época, o que não impediu a execução de várias outras reformas urbanas e sanitárias que estavam por vir, que mudaram a imagem da então capital da República.

Planta da zona da Enseada de Botafogo na década de 1970: diversas obras já modificaram o traçado urbanístico desde então.

Planta da zona da Enseada de Botafogo na década de 1970: diversas obras já modificaram o traçado urbanístico desde então.

Após a mudança da Capital Federal para Brasília em 1960, esta cidade até 1975 foi transformada numa cidade-estado com o nome de estado da Guanabara. Ocorreu então sua fusão com o antigo estado do Rio de Janeiro em 15 de março de 1975, e em 23 de julho foi promulgada a Constituição do estado do Rio de Janeiro.

Em 1992, a cidade foi sede da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUCED), mais conhecida como Rio-92, ou ECO-92. Foi a primeira reunião internacional de peso a se realizar depois do fim da Guerra Fria e contou com a presença de delegações de 175 países.

Em 2007 a cidade foi sede dos Jogos Pan-Americanos de 2007 quando realizou investimentos em estruturas esportivas e nas áreas de transportes, segurança e na sua infra-estrutura.

Demografia

A população estimada do Rio de Janeiro em 1º de julho de 2005 pelo IBGE é de 6.094.183 habitantes. A Região Metropolitana do Rio de Janeiro tem mais de doze milhões de habitantes. A cidade é considerada a segunda cidade mais portuguesa do mundo, depois de Lisboa, sendo a segunda maior cidade do Brasil em população. Também há muitos afro-descendentes desde o período colonial, principalmente descendentes de escravos trazidos de Benim, Angola e Moçambique, alemães, italianos, russos, suíços, libaneses, judeus, espanhóis, franceses, argentinos, chineses e seus descendentes. Na cidade há importante contigente de migrantes de outros estados, a partir da segunda metade do século XX, principalmente de nordestinos; em especial paraibanos e pernambucanos, muito presentes na cidade.

Clima

O clima da cidade é tropical segundo a classificação de Köppen, a média de temperatura anual da cidade é de 23,7ºC e a média pluviométrica de 1173 mm (bairro do Flamengo). O recorde de temperatura mínima foi de 4,8°C no Campo dos Afonsos em julho de 1928, e o de temperatura máxima 43,2°C em Bangu em janeiro de 1984.

Fonte:wikipedia


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Endereço: Rua sem saída 0
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