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  Piúma (ES)
 
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Enviada por Administrador em 17/3/2012
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História

PRIMEIROS TEMPOS DE PIÚMA

Este município teve o seu início em uma aldeia de índios puris, fundada pelo Padre Anchieta, na mesma época que a de Iriritiba, nos anos de 1565 e 1567.

Com o aldeamento dos índios puris abriu-se um caminho entre Piúma e Iconha, onde mais tarde foi construída uma das primeiras estradas de automóvel pelo Cel. Antônio José Duarte, que também em 1905 instalou uma das primeiras linhas telefônicas do Estado, entre estas duas mesmas localidades.

O Município de Iconha, nosso vizinho, teve início nas povoações de Piúma e Orobó.

Em Orobó foi construída a Igreja de Nossa Senhora de Bom Sucesso pelo Padre Amaro, era o ano 1596 e esta povoação, anos depois entrou logo em decadência, só existindo atualmente algumas ruínas.

Piúma, era Distrito de Anchieta, Antiga Benevente, Distrito este, criado pela Lei Provincial nº 14, de 5/5/1883, com o antigo nome de “Nossa Senhora da Conceição” de Piúma, cresceu tornando-se a sede do município do mesmo nome. Sendo perto do mar, o seu comércio se desenvolveu, recebeu grandes e ilustres visitantes, e na povoação residiam pessoas cultas que mantinham relações com outras regiões do Brasil e da Europa. “A Magistratura, o Legislativo Municipal, o professorado, as autoridades policiais, Etc...., figuravam como ornamento de relevo”. No século passado a povoação de Piúma teve o seu período áureo de prosperidade. Possuía prédios bem – construídos, iluminação a gás acetileno, instalado por Thomaz Dutton Júnior em 18/12/1880, a Igreja Bela e majestosa, o chafariz de água canalizada, pianos, etc.

Os penetradores do sertão congregavam-se no ponto extremo navegável do Rio Iconha, pouco abaixo do Salto do Coqueiro, centro de dispersão e convergência dos desbravadores das Florestas”. O agrupamento nesse ponto do rio, deu origem à formação, provavelmente, em meados do século XIX, do povoado de Iconha.

Segundo se sabe, um dos primeiros homens que percorreram a zona central do município, foi o velho Bourguignon, alemão vindo de Frankfurt.

A primeiro concessão de terras foi feita mais ou menos em 1816 pelo Imperador D. João VI.

A Segunda concessão de terras foi feita à firma inglesa Rodacanak & Cia., com sede em Londres, para exploração de madeira, pois era proprietária de uma serraria em Piúma e outra em Monte Belo, onde ainda existem vestígios da mesma.

São da mesma época, Ernesto Midosi e Thomaz Anton Dutton Júnior, sendo este último inglês, e sucessor de Rodacanak & Cia., ainda possuindo uma fazenda em Monte Belo, com 1600 alqueires. De certa forma estimulou a vinda dos ingleses para o município. Foram elas as famílias Taylor, Thompson, Oenes, Oacres e, também, portugueses, franceses, libaneses e italianos.

Na localidade de Monte Belo, o Sr. Dutton Júnior loteou uma área para uma futura cidade que seria denominada “ Manchester”. Alguns anos depois a Fazenda de Monte Belo passou a pertencer ao Sr. Cel. José Gonçalves da Costa Beiriz.

O Município de Piúma foi instalado no dia 02/01/1891, tendo como sede a Vila de Piúma. Em 26/01/1895, foi elevada à categoria de Comarca tendo como 1º Juiz de Direito, o Dr. Anésio Augusto de Carvalho Serrano. Em 1900, suprimida a Comarca, passando a pertencer à Comarca de Anchieta, antiga Benevente. Mais tarde, já com o nome de Iconha, o município passou a pertencer à Comarca de Anchieta, antiga Benevente. Mais tarde, já com o nome de Iconha, o município passou a pertencer à Comarca de Alfredo Chaves, e retornando à Comarca passou a pertencer novamente a Alfredo Chaves pelo Decreto-Lei Estadual nº 15.177, de 31/12/1943. A Comarca foi instalada em Iconha no dia 28/08/1964. Realização do Prefeito Dr. Danilo Monteiro de Castro e criado pela lei 1999 de 02/04/1964.

Em 18 de novembro de 1904 a povoação de Iconha foi elevada à categoria de vila, transferindo-se para a mesma a sede do município. E piúma passou a Distrito de Iconha. A vila de Iconha passou a ser sede do município devido ao progresso e à prosperidade crescente da Zona central, fazendo com que a vila se tornasse o principal centro econômico e político do município.

Continuando em Piúma a sede do telégrafo desde 1896, agência do Correio,a sede da Escola Pública que data de 28/07/1862, Paróquia com invocação de N.S. da Conceição de 04/05/1883, e Coletorias Federal e Estadual. O porto marítimo continuou exportando os produtos do município, principalmente café, que vinha do interior por de canoas, pranchas e Tropas.

Depois, com o desenvolvimento das rodovias foi extinto o porto de mar. E também foi suprimida a Coletoria Federal, sendo transferida para o Município de Iconha, ficando a Estadual que depois passou a ser Mesa de Rendas e atualmente Escrivania (de rendas) Fiscal.

A HISTÓRIA

Nos registros oficiais, a colonização de Piúma, começa na segunda década do século XIX. Porém, nos relatos do Príncipe Maximiniano, que visitou essa região em 1816, ” encanta-se com a presença dessa ponte “, obra de caráter tipicamente europeu. A presença dessa ponte, que caiu devido à sua rusticidade, nos leva à conclusão de que, como quase em todos os pontos de colonização no litoral, a colonização de Piúma, começou acidentalmente.

A costa de Piúma devido a sua localização, no caminho para a capital da Província – Vitória – era região de grande tráfego marítimo. A rusticidade das embarcações da época nos mostra grande quantidade de naufrágios que traziam `as nossas costas as suas vítimas.O

Primeiro contato com os silvícolas é receoso, mas o medo termina a ponto de não só integrar o náufrago à comunidade, mas desposarem-no com alguma índia. Aqui começa a formação do povo piumense.

Em 1565, o Padre José de Anchieta cria “redução jesuítas (termo usado na época, para designar redutos)” na Ilha de Piúma e no Vale do Orobó, que se localiza entre os municípios de Piúma e Iconha, na parte continental do município.

A COLONIZAÇÃO NO SÉCULO XIX

As concessões de terra às firmas inglesas Midosi e Rodacanak & Cia., aliadas ao intenso desembarque de negros para servirem de mão-de-obra nas fazendas cafeeiras do sul do Estado, apesar da proibição ao tráfico, trouxeram grande desenvolvimento à região, ganhando destaque especial – o Porto.

Piúma tinha agora um porto movimentado. As madeiras de lei procedentes da parte continental do município, extraídas pelas firmas inglesas, o comércio de negros escravos, e os constantes desembarques de marujos que se “deliciavam” nas tavernas.

O presidente da Província, José Joaquim Machado de Oliveira, antes de tomar posse do seu governo, sofre um imprevisto acidente, relatado minuciosamente na obra: A Nau Decapitada, ocorrido na praia de Piúma. Descreve-nos então como era a região em 1840: “As palhoças da margem esquerda da barra do Rio Piúma, (hoje Niterói, bairro distante 2 Km da sede), conhecido antro de vendilhões ( vendiam para as fazendas da região os negros traficados) e neretrizes ( funcionárias das tavernas)”.

“ Ao sul da foz do Piúma havia uma pequena povoação de índios com umas 50 palhoças, 2 ou 3 casas cobertas de telhas habitadas por vendilhões brancos que foram para ali, depois que se descobriu que naquela costa, podia-se, com segurança, fazer clandestinamente o desembarque de africanos para serem vendidos como escravos. Nem uma regularidade encontrava-se na edificação das casas, que eram feitas à vontade do proprietário. Os índios viviam da pesca e do pequeno cultivo que faziam à roda de suas habitações. As mulheres viviam nas mais dissoluta devassidão, crápula e deboche e davam maior assistência nas tavernas.

Havia também um pequeno número de famílias estrangeiras que se alojaram na Ilha de Piúma, exclusivamente devido ao seu alto poderio pesqueiro, como os ingleses (Taylor ) e os alemães de origem francesa (Bourguignon).

Na segunda metade do século XIX, a colonização intensificou-se incentivada pelo aumento de concessões de letras às famílias estrangeiras, principalmente as de origem italiana, estas se estabeleceram sobretudo, no Vale do Orobó, especialmente na porção iconhece do Vale.

No início do século XIX, a produção cafeeira de Iconha é escoada no trapiche dos irmãos Beiriz. A produção vinha de canoas pelo Rio Iconha, e do Porto de Piúma eram levadas em pequenas em pequenas embarcações para Vitória. No início do século XX, as plantações cafeeiras dos iconheses tinham de Piúma o título de Comarca, transferindo-o para Iconha.

PRIMEIROS IMIGRANTES DE PIÚMA

Os primeiros imigrantes de Piúma foram: João Rodacanak, Ernesto Midosi, Thomaz Anton Dutton Júnior e João de Deus. Estas pessoas foram privilegiadas com os nomes das primeiras ruas e a principal recebeu o nome de Cel. Ananias Pires Martins.

Com o passar do tempo, foram surgindo outras ruas que receberam os nomes: Eliseu Xavier Nunes, Eulália da Silva Pinheiros, Ponte Nova e Dr. Danilo Monteiro de Castro. Depois estes nomes foram todos mudados, mudanças esta feita pelo segundo ex-prefeito provisório Cel. Djalma Borges, com a intenção de agradar aos piumenses substituindo os antigos nomes pelos das cidades do Espírito Santo. Mas a sua intenção desagradou a muita gente; principalmente os filhos do lugar, pois achavam que deveriam permanecer os antigos nomes , tradicionais.

Entretanto, os novos nomes foram adotados, ficando apenas com a deignação antiga-a rua Dr. Danilo Monteiro de Castro.

REVOLUÇÃO EM PIÚMA

Em 1904 houve uma revolução cuja causa foi a mudança da sede do município. A sede antes de ir para Iconha, foi primeiro para Rodeio. Isto em 1901.

Residia neste município, um coronel mineiro chamado Carlos Gentilhomem que ficou muito revoltado, achando um absurdo Piúma tendo um porto de mar, com o comércio bem desenvolvido, deixar de ser a sede do município. Ele, vendo que iam tira-la mesmo de Piúma, não médio esforços para tornar sem efeito sua transferência para Iconha. E conseguiu leva-la para Rodeio, atual Princesa, onde permaneceu de 1901 a 1904. Mas os chefes políticos de Iconha discordaram de sua permanência em Rodeio, fazendo uma grande pressão contra o Coronel Gentilhomem. Mas este estavava disposto a lutar e chefiou uma revolução. Embora sabendo que sua causa era perdida, estava disposto a enfrentar a luta por seus ideais.

A pedido dos adversários de Gentilhomem, o governo do Estado enviou tropas que desembarcaram em piúma com destino a Iconha. Gentilhomem vem de Rodeio com os seus capangas até a localidade de Iconha, disposto à luta. Entretanto, houve um acordo entre as partes oponentes, ficando resolvido o seguinte: Iconha tornou-se a sede do município, perdendo, porém, o Distrito de Rodeio, que passou a pertencer a Rio Novo do Sul.

PIÚMA HOJE

Apesar de ser um dos menores municípios capixaba, com uma área de 73,86 Km², Piúma está em pleno desenvolvimento. Segundo os dados do último censo realizado pelo IBGE, Piúma é, depois de Vila Velha, o maior município em crescimento demográfico do Espírito Santo. Esse crescimento, justifica-se hoje, pelo enorme fluxo populacional migratório vindos de diversas regiões do país, sobretudo mineiros e cariocas, que vêem no município a esperança de melhorias individuais.

O município tem como principal fonte de renda – o TURISMO. No verão, a cidade é palco de um fluxo migratório que atinge cerca de 300 mil turistas, o que fez com que o município fosse considerado um dos melhores do Estado. A pesca, o artesanato de conchas (que chega a ser exportado para países da América do Sul, Estados Unidos e Europa ) são outras fontes de renda que crescem espantosamente a cada ano.

Fonte: Prefeitura Municipal de Piuma



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